Le Santé

Câncer de cabeça e pescoço

24 de agosto de 2018

Algumas pessoas sofrem com feridas na boca que não cicatrizam, sangramentos sem motivo aparente, corrimentos nasais malcheirosos que não passam, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço e precisam ser investigados por um médico.

Confundir os sintomas de uma infecção com tempo mais curto, é muito comum. O período de duração é essencial para saber se o paciente possui uma suspeita de câncer de cabeça e pescoço. O tabagismo e o álcool são os principais fatores de risco. Quando associados, a chance de desenvolvimento da doença aumenta ainda mais.

Outro fator de risco importante, é a infecção pelo vírus HPV. É o principal causador do câncer de útero. Também está ligado ao desenvolvimento de tumores de canal anal, pênis, orofaringe, vagina e vulva.

No Brasil, a grande maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço está associada ao tabagismo e ao etilismo, mas em países desenvolvidos como os Estados Unidos e os do norte da Europa, a influência do HPV já é grande.

Evitar o tabaco e álcool é fundamental. Para pessoas que param de fumar, as chances de desenvolver a doença diminuem. A infecção pelo HPV pode ser evitada com o uso de preservativos, além do Sistema Único de Saúde também oferecer gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas e meninos. Ela deve ser tomada em duas doses com intervalo de 6 meses entre elas.

TRATAMENTOS

Tumores de cabeça e pescoço quando diagnosticados precocemente são muito curáveis. O tratamento depende de cada caso, mas houve evolução nos últimos anos. Desde tratamentos que evitam cirurgias mutilantes, que envolvem radioterapia e quimioterapia e eventualmente drogas biológicas.

No caso do câncer de laringe, atualmente é possível preservar o órgão em diversos casos. Porém, o tratamento deve ser feito em em um centro especializado e o acompanhamento do paciente deve ser feito por diversos profissionais. Um paciente que precisar retirar a laringe terá sequelas, como a perda da voz e alterações no sistema respiratório; por isso, a reabilitação dele merece muito atenção.

Para tratamentos com radioterapia e quimioterapia pode ocorrer efeitos colaterais. Queimadura na pele, vermelhidão, feridas na boca, afta, infecções na boca, perda de apetite e enjoos. A mucosite é um exemplo, no qual gera um efeito de aftas distribuídas na boca e garganta que causam dor e comprometem a capacidade de alimentação.

Com os avanços dos tratamentos, os efeitos foram reduzidos, e hoje os pacientes têm mais qualidade de vida.