Le Santé

Atenção a alergias em pacientes oncológicos

11 de setembro de 2018

Além de todos os cuidados que pacientes oncológicos devem ter em relação ao tratamento de câncer, as doenças respiratórias também precisam de cuidados redobrados durante o processo.

“No inverno, o ressecamento do ar diminui a capacidade de limpar o pulmão. Tem também o aumento da poluição atmosférica que é prejudicial. Ambientes mais fechados com aglomeração de pessoas também influenciam no aparecimento de alergias”, explica a pneumologista Elnara Negri.

Manter os ambientes sempre bem arejados e limpos. Pois os ácaros, a poeira, a poluição e fungos são os grandes vilões das alergias respiratórias.

Pacientes oncológicos que apresentarem algum tipo de infecção respiratória, devem ser avaliados cuidadosamente para a descoberta da causa do problema.

“…Tem a bronquite alérgica e não alérgica, causada por infecção por vírus; tem sinusite, a bronquiolite tem sido frequente. Quando o paciente apresenta sinais de alergia ou infecção ele deve passar por exames, o histórico dele deve ser avaliado também… o médico precisa saber se ele já teve episódios de alergias respiratórias. Com todos os dados o médico vai direcionar o tratamento para o que acomete o paciente e esse tratamento poderá ser hospitalar ou em casa, dependendo de como ele estiver”,” afirma a pneumologista.

Para pacientes fumantes, o ideal é que pare de fumar o quanto antes para evitar mais complicações. Cânceres de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, intestino, rim, bexiga e mama, são fatores de risco causados pelo tabagismo.

“O paciente com câncer de pulmão, por exemplo, geralmente têm Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, porque foi fumante. Por ter fumado, ele fabrica um catarro difícil de expectorar. Muitos pacientes acham que parar de fumar não vai mais adiantar porque já estão com câncer. Mas isso não é verdade. Ele parando de fumar, vai ter mais qualidade de vida”, acrescenta a médica.

O aparecimento de infecções respiratórias em pacientes oncológicos pode variar dependendo do tratamento que esteja sendo realizado.

“Alguns pacientes que fazem imunoterapia podem desenvolver um processo autoimune. Se isso ocorrer, às vezes se interrompe o tratamento por uma semana para que o processo seja cortado e depois ele é retomado”, complementa a pneumologista Elnara Negri.

Em casa o cuidado deve ser o mesmo. Manter uma alimentação saudável e hidratar-se é fundamental! Caso tenha animais de estimação, eles devem estar vacinados e vermifugados. Em dias mais secos, o uso do umidificador ajuda, mas desde que seja limpo constantemente.