Le Santé

Câncer renal possuí 90% de chance de cura se descoberto no início

26 de setembro de 2018

A descoberta do câncer renal pode ser complicada para o paciente por se tratar de um tumor assintomático. Na maioria das vezes é descoberto por acaso (ao se realizar exames de imagem para detectar uma apendicite, por exemplo).

Sinais como sangue na urina, dor lombar lateral, anemia ou fadiga, podem ser alguns sintomas do câncer. É importante não negligenciar esses indícios, e realizar o exame a fim de detectar o tumor renal precocemente.

Em sua maioria, os cânceres renais não tem associação clara com fatores causais. Algumas causas como o fumo e o contato com o chumbo ou anilinas, pode aumentar o risco da doença.

Não existe nenhum tipo sistema para rastrear esse tipo de neoplasia. As exceções são os portadores de síndromes genéticas que predispõem à doença, como a de Von Hippel-Lindau (VHL), Birt-Hogg-Dube (BHD) e Hereditary Leiomyomatosis and Renal Cell Cancer (HLRCC), esses sim formando um grupo que passa por exames periódicos.

O Câncer de rim é uma doença silenciosa.

“Não existem estratégias para prevenção do câncer de rim, normalmente indicam-se hábitos de vida como os indicados para qualquer pessoa: alimentação saudável, não fumar, fazer atividades físicas e check-ups médicos.” Afirma o Dr. Fábio Schütz, especialista em Oncologia Clínica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Quando descoberto no início, as chances de cura ficam em torno de 90%. O estágio inicial do tumor costuma atingir apenas um dos rins, na qual pode ser feito uma cirurgia para retirar parte do órgão doente.  Pacientes que não podem fazer cirurgia, ou só tem um rim, recomenda-se a radiofrequência para queimar o tumor ou, congelá-lo com crioablação. Porém, o tratamento padrão é a cirurgia.

Ao atingir outros órgãos o tratamento pode ser mais difícil, configurando o estágio metastático. As células cancerígenas se desprendem do órgão primário e afetam outros a partir da corrente sanguínea ou do sistema linfático. Para amenizar os sintomas e retardar as as complicações, o tratamento é de suma importância.

Para pacientes diabéticos, hipertenso ou possuir outras doenças que afetem o rim, o controle deve ser ainda mais criterioso.